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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Ladrões bonzinhos...


Já é um fato inusitado: uma médica ser rendida e sequestrada dentro do estacionamento do Shopping da Gávea. Mas o mais incrível foi os bandidos, na hora de soltarem a mulher (depois da festa com os cartões dela), evitarem deixá-la num certo ponto da Zona Norte por ser, segundo eles, um "lugar perigoso".

Não bateram, mas ameaçaram matá-la caso ela chorasse no trajeto entre o shopping e o cativeiro. Cruzaram com quatro carros da polícia sem ser importunados. Os policiais deviam estar com suas caras enterradas em seus celulares. Como mexem no celular esses PMs...

Levaram mais de R$ 5 mil em dinheiro e cheques, o carro e ainda gastaram R$ 38 mil nos cartões de crédito. As jóias que ela usava, o bandido ofereceu à namorada, por telefone, na frente da vítima.

Mas deixaram R$ 30 para ela pegar um táxi e voltar pra casa.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Tempos modernos

É, maestro Tom Jobim, a paisagem de Ipanema mudou... Arrastão não é mais só uma música do seu colega Edu Lobo.

Foto: Marcelo Migliaccio

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Um sopro...

Domingo, 15h, protegida do sol por uma frondosa mangueira, a planta exibe sua beleza.

Foto: Marcelo Migliaccio

Suas pequenas flores são margaridas perfeitas...

Foto: Marcelo Migliaccio

As folhas vastas respiram, maior prova de vida de um ser vivo.

Foto: Marcelo Migliaccio

Mas o sol se moveu e quarenta minutos de exposição ao astro-rei mudaram radicalmente a aparência da planta.

Foto: Marcelo Migliaccio

Suas folhas curvaram-se e murcharam. Das pequenas margaridas, sobraram pálidas e quase imperceptíveis lembranças. Quarenta minutos, não mais.

Foto: Marcelo Migliaccio


À natureza, nossa maior professora.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Como se rouba aqui!

Ok, a Beija-Flor, o ditador africano, a polêmica, a novela, o futebol, o paredão do Big Brother...

Mas e os nomes dos mais de 8.600 brasileiros que têm R$ 20 bilhões em contas secretas do HSBC? Por que a imprensa está abafando. Por que só vazaram até agora nomes daqueles que já estavam envolvidos na operação Lava a Jato?

R$ 20 bilhões é exatamente quanto o governo precisa para ajustar as contas.

Somos o quarto país em depósitos em contas secretas, mais de R$ 1 trilhão. Mas essa sonegação monstruosa não sensibiliza a Justiça.

Por que será que isso não interessa também à nossa combativa imprensa?

Bom, mas então, a Beija-Flor...

50 tons de verde

Foto: Marcelo Migliaccio

Quanto ao filme, a julgar pelo carnaval de propaganda na mídia, deve ser um novo 9 semanas e meia de amor, lembra? Muito barulho por nada. Não vi e detestei.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Cheirando o abricó de macaco

Pode um abricó de macaco ser cheiroso?

Com um nome desses, a maioria vai dizer que jamais.

Pois eu asseguro que tem um perfume maravilhoso. Quem passou pelo parque do Aterro do Flamengo nos últimos dias deve ter percebido o cheiro que emana dessas flores, presentes sazonais da árvore que dá o fruto chamado abricó de macaco. O fruto não serve pra nada, acho, mas as flores são lindas e cheirosas.

Foto: Marcelo Migliaccio

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Carnaval, desengano

Está chegando a hora da folia.

Os invisíveis do ano inteiro vão pular para a frente das câmeras e desta vez não haverá segurança para colocá-los de lado. Durante quatro dias, o escravo vai se vestir de rei, um rei de lantejoulas baratas.

A elite que não os enxerga vai parar para vê-los passar. Cantar sua música e até conceder-lhes uma requebrada de quadris. O governador e o prefeito vão aplaudi-los do camarote, ao lado dos empresários do trem, do ônibus e do metrô.

Na TV, os protagonistas da efêmera festa serão reverenciados por repórteres e comentaristas. Na quarta-feira de cinzas, voltam ao noticiário policial e aos papéis de empregada doméstica e chofer nas novelas. Dois negros na cota do reality show, um apresentador do telejornal aos sábados, meia dúzia de ex-atletas comentaristas... e só. Ah, e um ex-juiz do STF em campanha...

Foto: Marcelo Migliaccio

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Estão dando um golpe, percebeu?

Há um golpe em curso contra um governo democraticamente eleito. Querem derrubar a presidente, e querem fazê-lo com a sua ajuda.

Você faz parte da manada golpista (imprensa calhorda, tucanos ressentidos, militares fascistas e imbecis em geral)?

Impeachment sob o falso manto da moralização é golpe!

Quem vai moralizar? Os corruptos que saquearam o país durante 500 anos? A imprensa que sempre patrocinou a concentração de renda e esconde a roubalheira dos seus aliados? Os militares, lembra deles? O Eduardo Cunha, aquele da Telerj, e mais 300 picaretas?

Dilma não é Collor. Aceitem a derrota nas urnas. Cadê as provas? Bravata na imprensa não ganha jogo.

Foto: Marcelo Migliaccio

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Snif, snif

A teoria de tudo é um filme que vai deixar certos críticos de cinema de mau humor. História do físico Stephen Hawking, essa produção comete um pecado mortal para essa casta pseudo-entendedora de cinema: emociona.

Alguns têm vergonha de se emocionar. É um mal que se alastra. O negócio hoje é levar o outro a nocaute, e não derramar lágrimas.  No auge da juventude, Hawking foi vítima de uma doença degenerativa que começou a tirar-lhe os movimentos voluntários. Um médico com coração de pedra lhe deu dois anos de vida. "Eu sinto muito" foi tudo que o homem de branco conseguiu dizer-lhe antes de virar as costas e sair.

Provando mais uma vez que a medicina não sabe nada sobre nós, Hawking está prestes a completar 72 anos. Tornou-se o maior físico da modernidade mexendo apenas os olhos. E é o olhar que marca a interpretação impecável do ator Eddie Redmayne. Ao longo do filme, seu corpo se transforma (sem efeito de computador) até que toda a sua expressão fica concentrada nos olhos. É uma performance maravilhosa.

O livro de Hawking sobre o tempo e a formação do universo já vendeu 10 milhões de exemplares. Ele teve três filhos, já que perdeu apenas os movimentos voluntários, e a paixão não tem nada a ver com a vontade. Teve grandeza até para permitir à mulher, que tanto o amou e se sacrificou, pudesse também ter tempo para ser feliz. E, de tempo, Hawking entende como ninguém.

A certa altura do filme, quase no final, começa o snif snif na platéia. As fungadas se multiplicam pela sala e acho que é isso que tanto vai incomodar aqueles críticos do tipo impávido-colosso. Emoção para eles é piegas, desvaloriza o filme. São como os comentaristas de futebol que escondem o time para qual torcem e os jornalistas que camuflam suas preferências políticas.

Assista ao filme.

E leve um lencinho.