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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Domingo no parque

É muito candidato. Todos vão investir na educação e na saúde. Todos prometem olhar para o pobre. Nunca mais governar ou legislar só para os ricos. Todos juram honestidade. Todos exibem seu melhor sorriso. A delegada, o pastor, o zé da padaria, o tio fulano.


A mim, só resta embarcar numa nave espacial e sumir daqui…

  Foto: Marcelo Migliaccio


Rumo a uma cidade diferente, com gente diferente. Só gente verdadeiramente feliz! Se a felicidade são momentos, é aqui que eles moram.

Foto: Marcelo Migliaccio


Aqui, todo mundo tem tempo de sobra para navegar nos seus sonhos


Foto: Marcelo Migliaccio


Pois, afinal, vivem numa cidade onde a luz brilha mais que as trevas

Foto: Marcelo Migliaccio


Onde cada um tem o bastante para viver, onde acumular não é uma lei nem pisar no outro uma ordem.

Foto: Marcelo Migliaccio


Sim, eu sei que existe um lugar assim.

Foto: Marcelo Migliaccio


 Onde até um engarrafamento é motivo de alegria.

Foto: Marcelo Migliaccio


Onde chacoalhar o cérebro não é crime, nem contravenção.

Foto: Marcelo Migliaccio


Se a vida é um jogo, eu quero jogar aqui nesse lugar...

Foto: Marcelo Migliaccio


 Onde mais alguém que usa chupeta pode domar um animal feroz?

Foto: Marcelo Migliaccio

Montar um cavalo mágico...

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Bem-vindo!

Foto: Marcelo Migliaccio

domingo, 17 de agosto de 2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Patriotismo candango

"Se todos os brasileiros fossem dignos de honra e honestidade, teríamos um Brasil bem melhor. Só temos uma esperança nos brasileiros de amanhã. Brasília de hoje, Brasil de amanhã"

Frase escrita no cimento por um dos milhares de operários que trabalharam na construção de Brasília, no final dos anos 50, e descoberta durante uma obra no Congresso Nacional em 2011.


Acervo Câmara dos Deputados

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O gelo pode, sim, parar de pingar

Assaltos aumentam em Santa Teresa, Botafogo e Jardim de Alah.

Roubos a pedestres aqui, ali e acolá.

Troca de tiros diariamente na UPP do Alemão. Os fuzis voltaram. O gelo está pingando de novo.

Tá ruim no morro e no asfalto. Mais uma vez.

Não tem solução?

Tem.

Legalizar as drogas, mas isso não basta.

Não adianta legalizar e dar para a farmácia Pacheco vender. Drogaria Max, nem pensar. Nem laboratório Roche, a indústria da medicina já fatura demais.

Se entregarem aos mesmos de sempre, a coisa só vai piorar, porque nem a receita da droga os bandidos vão ter mais.

Tem que legalizar as drogas e estabelecer o comércio apenas nas favelas. Empregar mão de obra na endolação, refino, prensagem, venda ao consumidor, call center etc...

Com vigilância sanitária, firma reconhecida e CNPJ. Isso é inclusão social! Incluído, o bandido vira trabalhador. Menos furtos, roubos e sequestros. Muito menos. Só iriam sobrar os bandidos-bandidos, como na Suécia, Dinamarca, etc. Talvez tivéssemos dez homicídios por ano e não por hora.

Em vez de investir em carros blindados e recrutas sem vocação, o Estado investiria em campanhas de educação para as crianças não usarem drogas (começando, claro, pela proibição da propaganda de bebida alcoólica no rádio e na TV). E também nos programas de tratamento para os 20% que se tornam dependentes químicos, alcoólatras e afins.

Assim procederia uma sociedade desenvolvida, que preserva de verdade as liberdades e escolhas individuais.

Mas essa solução o sistema produtivo brasileiro (baseado em cartéis e monopólios) e a nossa preconceituosa Justiça PPP (que só prende preto, pobre e petista) não querem.

Porque droga é expansão do pensamento e da consciência. E isso é um perigo.

Bandido, eles podem matar; pensamento, não.