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sábado, 29 de junho de 2013

Inacreditável!!!!

A cena aconteceu no Arpoador, o metro quadrado mais metido a besta do mundo.

Quando passei pelos dois, achei que estavam falando das manifestações numa discussão acalorada. Devem estar falando mal da Dilma, que é o que todo o imbecil teleguiado vem fazendo, pensei.

Eu já seguia meu rumo, mas ouvi gritos às minhas costas. Era uma briga. Os dois caras estavam quase saindo no braço.

E aí veio a surpresa: a causa da quase pancadaria era que nenhum dos dois quis desviar do outro!

Isso mesmo. Um vinha de bicicleta, o outro caminhava em sentido contrário em passo acelerado. Ambos em cima da borda do calçadão. Pararam diante um do outro e surgiu o bizarro impasse.

Não acreditei que aquele pudesse ser o motivo, mas era. O cúmulo da mesquinhez humana entre dois sessentões.

Outras pessoas pararam para ver de longe, menos um PM, que passou batido ao notar que poderia ter trabalho.

Depois de alguns tensos minutos de bate-boca, o homem que vinha caminhando se deu por vencido, deu um passo para a esquerda e continuou andar, não sem antes voltar para mais alguns xingamentos ao cara da bicicleta, que permanecia imóvel.

Como a Humanidade está egoísta, principalmente a classe média da zona sul do Rio (eu incluído), que acha que tem o rei na barriga quando lá dentro na verdade só tem hamburger e miojo...

Pra não dizerem que é mentira, eis o flagrante:

Foto: Marcelo Migliaccio
Quando já ia embora, o homem de preto voltou para discutir mais com o de azul

terça-feira, 25 de junho de 2013

Romance à brasileira

Zé Carioca tava de bobeira. Nada pra fazer. Nem uma passeata para ele exercitar o gogó gritando impropérios aos quatro ventos.

O tédio fez seu ninho no alto daquela árvore.


Foto: Marcelo Migliaccio


De repente, eis que surge umas tremenda gata; um broto, como diria meu pai; um pitéu no jargão do meu avô...

A mina aterrissou decidida!

_ Ops!


Foto: Marcelo Migliaccio


Mas ela fingiu que não tava a fim, como as mulheres sempre fazem quando estão a fim. Zé aprendeu com o pai que mulher, quando olha pra você é porque não descarta. Se ela não quer, nem te olha.

Foto: Marcelo Migliaccio


O Zé, malandro carioca, não perdeu um décimo de segundo sequer no box.

_ E aí, tudo na paz? Se verde você já tá assim, imagina quando estiver madura...

Ela redarguiu (outra palavra do meu avô).

_ Conhece alguém que sabe dar marcha à ré em chevette?

_ Como?  _ por essa o dom Juan não esperava.

_ É que o meu carro quebrou ali naquela esquina e eu não estou muito treinada pra dirigir. Chevetinho 79...

Foto: Marcelo Migliaccio


_ Hum, não conheço, não. Até hoje, eu só aprendi a pegar papelzinho em caixa de realejo. Quer que eu diga uma mensagem do bem pra você?

_ É, né...

E o periquito se empombou:

_ "A vida só é vida, quando vivida em função de outra vida."

_ Porrrrrra.

_ Good Times, rádio 98.

_ Não é do meu tempo.

Foto: Marcelo Migliaccio


Como era de se esperar aquele papo furado terminou em amasso.

_ Sabe, gostei de você...

_ (!!!!)

Foto: Marcelo Migliaccio


_ Não quer dividir um alpiste lá na minha gaiola?

_ Pode até ser...

_ Então, bora!

Foto: Marcelo Migliaccio



_ Já é. Não, peraí, aqui mesmo tá bom...

Foto: Marcelo Migliaccio


segunda-feira, 24 de junho de 2013

O conto do bilhete único

A coluna Informe do Dia mostra hoje o quanto nos custa a boa vontade do governador do Rio com os empresários de ônibus. A turma que acampou na rua dele certamente gostaria de questioná-lo sobre se é função do estado garantir os lucros da chamada "iniciativa privada" com o dinheiro dos nossos impostos? Não seria melhor que esses R$ 336 milhões que foram para as empresas em 2012 fossem aplicados nos hospitais e escolas do estado?

Foto: Marcelo Migliaccio
Manifestantes acampados perto da casa do governador do Rio, Sérgio Cabral

Informe do Dia: Lucro e despesas


FERNANDO MOLICA
Rio - O Bilhete Único Intermunicipal tem sido muito bom para os empresários do setor. Ao atrair mais passageiros, o sistema aumentou os lucros de concessionários de transporte público e, também, as despesas do estado.
Segundo a Fetranspor, desde 2010, quando o Bilhete Único foi implantado, o crescimento no número de passageiros tem sido de 4,4% ao ano. Cabe ao governo subsidiar integralmente a diferença entre o BU e o valor total das passagens utilizadas por cada pessoa. Ou seja, o sucesso do sistema acaba pesando nos cofres públicos.
Sem compensação
A lei que criou o BU não estabeleceu um mecanismo que mantivesse os lucros dos empresários no patamar anterior à instituição do sistema. Isso impediria o aumento das despesas do estado que, em 2012, gastou cerca de R$ 336 milhões com o subsídio.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O dia seguinte aos protestos

Vivemos um daqueles raros e maravilhosos momentos da História de um país em que tudo pode acontecer, inclusive nada.


A polícia de São Paulo prendeu o jovem que tomou a frente no ataque à prefeitura da capital paulistana desafiando os guardas municipais acuados como se fosse a reencarnação de Spartacus.

É um estudante de arquitetura, filho de um dono de empresa de... ônibus, segundo informação da TV Record (a Folha poblicou que o rapaz é "filho de um pequeno empresário").

No dia seguinte ao ataque, quando foi preso, ele saía de sua casa para trabalhar junto com o pai, de acordo com o delegado.

Das duas uma: ou ele queria afrontar o papai ou sacanear o movimento da galera. Em todo caso, foi liberado pela polícia após pedir desculpas diante da imprensa e afirmar que pagará as vidraças que quebrou. A Justiça não acatou o pedido de prisão. A pergunta é: haveria cadeia para tantos manifestantes radicais? Quem age assim tem que assumir os riscos, se realmente tem ideais.

Estranho, né? Esse cidadão deveria ficar preso por depredar o patrimônio público e atacar policiais. Mas foi mandado pra casa como um garoto travesso. Qual será seu castigo? Ficar sem brincar no playgrund por dois dias?

A verdade é que o aparato policial não está conseguindo conter a "minoria radical" nas cidades médias e grandes. O pau quebrou em Campinas, Niterói. O Palácio do Planalto e o Congresso cercados por uma multidão... sei não...

Há de tudo numa multidão, até policiais infiltrados para causar tumulto, como ocorreu em São Paulo, segundo artigo publicado no site Vi o Mundo

Prefeitos do Rio e de São Paulo anunciaram a revogação dos últimos aumentos, mas deixaram claro que quem vai pagar pela redução, baseada em desoneração de impostos das empresas, somos nós mesmos. As prefeituras admitiram que vão cortar investimentos em outros setores para que o lucro dos donos do negócio não caia.

O governador do Rio também revogou os aumentos das barcas do metrô, creio que baseado no mesmo artifício fiscal.

Chato, né?

A passagem baixou e aí?

sexta-feira, 14 de junho de 2013

De carona nos ônibus

É muito fácil políticos que recebem milhões das empresas de ônibus para suas campanhas eleitorais dizerem que o movimento contra o aumento das passagens nas grandes capitais é orquestrado por partidos radicais de esquerda, o que, aliás, é verdade (PCO, PSTU etc).

O difícil é esses mesmos políticos brigarem com as empresas pelos péssimos serviços oferecidos por elas à população, principalmente das periferias, onde a turma acorda antes de o dia clarear para chegar no trabalho às sete da manhã. No Rio, por exemplo, há regiões em que se espera até uma hora para entrar num coletivo superlotado. Além disso, a dupla função de motorista e cobrador é um absurdo que só engorda o lucro das empresas, atrasa as viagens e engarrafa ainda mais o trânsito.

Falar dos serviços ruins e caros do metrô, trens e barcas é até desnecessário diante da situação calamitosa a aviltante dos ônibus. A agência a quem caberia regular os transportes no estado do Rio, a Agetransp, tem uma atuação pífia, para não dizer subserviente às empresas. O prefeito e o governador do Rio... bom, deixa pra lá.

A depredação de portarias, monumentos e, principalmente, caixas eletrônicos foi o que a imprensa privada precisava para desqualificar o movimento e desviar o foco. Ao acusar os manifestantes de vandalismo, os empresários dos meios de comunicação, primos por afeição dos donos de empresas de ônibus, tiram a razão dos justos protestos. O que esperar de um jornal que publicou na primeira página que o preço da passagem nos ônibus com ar condicionado no Rio passaria a ser igual ao dos ônibus sem ar, quando ocorreu justamente o contrário: os quentões é que ficaram tão caros quanto os frescões, que representam menos de 10% da frota. Manipulação braba e muita cara-de-pau para ajudar a limpar a barra do compadre ganancioso...

Ontem, por acaso, vi o jornal da TV Cultura, que é do governo paulista. A âncora, que só falta usar um tucano na lapela, tentava a todo custo desqualificar o movimento, enquanto um professor de filosofia dizia que a reivindicação era mais do que justa. Ao lado dos dois, uma perua criticava o bolsa-família, chamando-o de demagogo, ao mesmo tempo em que pedia a criação de uma bolsa para remédios e outra para transporte. Vai entender...

Mas uma coisa é verdade: os que se aventuram a enfrentar as tropas de choque da PM são na maioria universitários. O trabalhador humilde, que mais sofre com o sistema de transportes desumano, sai do trabalho direto para casa, pois precisa ver a novela das oito (mais conhecida como Jornal Nacional) e dormir para acordar cedo e trabalhar no dia seguinte. Ele não tem tempo de ficar protestando, uma atitude que não está na cultura do brasileiro, infelizmente. De mais a mais, levar uma vida de cão e ainda apanhar da polícia não é algo que atraia as massas, a não ser que falte comida na mesa. Os jovens estudantes, ao contrário, dispõem de tempo e disposição de sobra. Quando entrarem pra valer no mercado de trabalho a coisa muda. Nada torna um homem tão inerte e embotado como uma carteira assinada e uma TV na sala.

Por sua vez, a PM, que parece ser doutrinada para odiar, aproveita a confusão nas ruas para demonstrar todo o apreço que tem por jornalistas, alvos de cacetadas e balas de borracha, principalmente nos protestos de São Paulo.

O governador Geraldo Alkmin e o prefeito Fernando Haddad (que vai ser presidente do Brasil um dia) já descartaram a redução nas tarifas. Isso porque eram só cerca de 2 mil nas ruas a gritar. Se fossem 20 mil, se o povão tivesse se juntado aos universitários, porém, o preço já teria caído, e logo no primeiro dia.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A morada do arco-íris

Nos anos 70, quando o governo brasileiro decidiu acabar com o salto das sete quedas foi uma gritaria geral. Era ditadura militar, mas mesmo assim todo mundo reclamou, afinal aquela maravilha da natureza daria lugar a um lago estéril para construção da usina hidrelétrica de Itaipu, entre o Brasil e o Paraguai.

Eu também fiquei bravo na época, porque achava que algo fantástico estava sendo perdido para que nós pudéssemos, hoje, acender a luz de casa numa boa. E estava mesmo. Mas os generais decidiram, as sete quedas foram inundadas e milhares de animais e plantas morreram.

Ontem, no entanto, conheci as incríveis cataratas do Iguaçu, no Paraná, e concluí, tardiamente, que, apesar dos danos ecológicos lamentáveis, não havia como salvar as sete quedas. Estaríamos hoje sem energia elétrica, assim como nossos vizinhos guaranis.

E, como descobri com meus próprios olhos, sobraram muitas outras quedas gigantes, de até 80 metros, que fazem das cataratas paranaenses uma das maravilhas desse nosso mundo. É incrível, acho que nenhum  brasileiro deveria morrer sem ver de perto tão impressionante manifestação da força da natureza. É como se um tsunami fosse exposto na vitrine para contemplação sem riscos. De repente, descortina-se na nossa frente um maremoto domesticado.

Foto: Marcelo Migliaccio


O parque é muito bem cuidado, limpo, tem ótima infraestrutura e, pasmem, cobra entradas bem mais baratas do que as do bondinho do Pão de Açúcar ou da estátua do Cristo Redentor.

Foto: Marcelo Migliaccio


Os mais radicais se aventuram em passeios de barco para sentir, literalmente no lombo, a força das águas.

Foto: Marcelo Migliaccio



Todo mundo aqui tem seu lugar ao sol. E quem disse que urubu não toma banho?

Foto: Marcelo Migliaccio



Ao ouvir o som dos milhões de litros de água do Rio Iguaçu se derramando abruptamente sobre o Rio Paraná, o visitante fica extasiado. Por isso, certamente, havia gente de todas as partes do mundo, de chineses a israelenses, de ingleses a peruanos, todos boquiabertos e com suas máquinas de fotografar e filmar a registrar aquele espetáculo.

Foto: Marcelo Migliaccio


Mas há dois moradores do parque que chamam a atenção. Os quatis, sempre à cata de alguma guloseima dada pelos visitantes...

Foto: Marcelo Migliaccio

...e as borboletas, muitas, muitas borboletas que, nesse período do ano, estão por toda parte.

Foto: Marcelo Migliaccio



Com a proibição expressa de se alimentar os quatis, que vinham até atacando turistas para conseguir alimento, esses animais ficam a perambular pelas trilhas, em pequenos grupos, farejando farelos pelo chão. Na lixeiras, sempre encontram algo... aliás, nem sempre, já que pilhas e baterias não fazem parte do seu cardápio...

Foto: Marcelo Migliaccio


Já as borboletas oferecem um curioso contraste entre a força das águas e a delicadeza de suas asas tênues. Como que a nos mostrar que nós, humanos, é que somos os intrusos, os vulneráveis, elas voam a apenas alguns metros da torrente aquática fenomenal. Um pingo seria suficiente para aniquilar tão frágeis criaturas, mas elas desafiam a lógica e desconhecem o medo, como que a nos mostrar que quem destoa ali é o homem.

Foto: Marcelo Migliaccio

terça-feira, 11 de junho de 2013

sábado, 8 de junho de 2013

Bangue-bangue caboclo

Fazer um filme sobre a música Faroeste Cabloclo é um risco que muitos não assumiriam. Estrondoso sucesso da Legião Urbana na segunda metade dos anos 80, esse hit imortal conseguiu a proeza de tocar nas rádios FM até cansar os ouvidos apesar de seus 11 minutos de duração. Nem Pink Floyd ou Yes, com suas faixas quilométricas da década de 70 chegaram a tanto.

O problema é que todo brasileiro já construiu seu próprio filme na cabeça ao ouvir a música. Levá-la, portanto, ao cinema, mesmo com um filme bem feito como esse, é sempre temerário e gera decepções compreensíveis.

O diretor brasiliense René Sampaio, que até então só tinha experiências em curta-metragens, se defendeu bem das armadilhas que havia em seu caminho. O filme tem clima. A recriação de época é ótima, as músicas, bem escolhidas e ótimos atores foram recrutados, entre eles o protagonista, Fabrício Boliveira, e o antagonista, Felipe Abib, que só exagerou um pouco na hora de morrer (tudo bem, nenhum ator consegue fazer laboratório para esse tipo de cena). Antonio Calloni e Flavio Bauraqui, como sempre, estão muito bem, assim como Cesar Troncoso, o gringo, e Rodrigo Pandolfo, o viciadinho, e o dono da birosca, cujo nome inexplicavelmente não encontrei em nenhuma ficha técnica publicada na internet. Como sofre um coadjuvante... soube agora pelo leitor Denis Leão que trata-se de Andrade Jr., ator conhecido em Brasília e com carreira no teatro.

Ísis Valverde como Maria Lúcia, bom... é uma boa atriz, mas, no filme que passa na minha cabeça toda vez que ouço a música, a paixão de João de Santo Cristo é diferente da Ísis. E no seu?

O resultado é que o filme, por ter um enredo que está na ponta da língua de todo mundo, soa por vezes lento, previsível. Ao mesmo tempo, é possível que se sinta falta de elementos da letra suprimidos no roteiro, como, por exemplo, o "general de dez estrelas que fica atrás da mesa com o cú na mão". Nessa aritimética dramática sobram cenas longas do romance entre João e Maria Lúcia.

Não por acaso, as melhores cenas são as que surpreendem, como a de João sentado na janela do apartamento da patricinha filha de senador. Faltou mais disso, da centelha de criatividade do diretor e dos roteiristas. Era preciso criar em cima do que Russo escreveu, recriar o que já existia, acrescentar sem descaracterizar.

A estética do bangue-bangue caboclo lembra os filmes de Quentin Tarantino, com tiros em câmera lenta e gotículas de sangue espirrando ao vento. Em certos momentos, cheguei a ver Antonio Banderas atirando como em A Balada do Pistoleiro, de Robert Rodriguez. Mas é um vício crônico do cinema brasileiro o de quase sempre copiar o que se faz lá fora. Isso acabou descaracterizando um pouco a atmosfera da música, que é radicalmemte tupiniquim. Não sei se Renato Russo aprovaria. Um tiro em slow motion é glamouroso, enquanto a música é realista. Para o autor da canção, com certeza, um tiro nada tem de glamour.

Foto: Divulgação
Cesar Troncoso e Fabrício Boliveira em cena do filme

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Palmas pra ela

A juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias, condenou Thor, não o Deus do Trovão, o filho do mega-hiper-super-mas-já-nem-tanto-quanto-antes-empresário Eike Batista por homicídio culposo pelo atropelamento de um homem. Laudo comprovou que ele dirigia em altíssima velocidade a sua mercedes.

Thor vai prestar uma hora de serviços comunitários diariamente, durante dois anos, além de ter sua habilitação suspensa pelo mesmo período e pagar multa de R$ 1 milhão.


A Justiça investiga ainda o acordo da família do atropelador com a da vítima, o pagamento de R$ 100 mil a um bombeiro que estava no local do acidente e a atuação de um dos peritos que trabalhou no caso.


Cômica foi a declaração do advogado do réu, para quem Thor só foi condenado "por ser rico".

Se todos os juízes seguissem o exemplo da doutora, o Brasil seria um país muito melhor do que é hoje.


Diante de tantos casos de impunidade, fala-se muito que a lei tem brechas pelas quais os endinheirados sempre escapam, mas essa juíza provou que, quando querem, os magistrados podem sim fazer justiça.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Jornalismo policial e sigilo...

Deu no site de um grande jornal:

05/06/2013 - 10:00

Estudante da Uerj será indiciado por estupro durante chopada dentro do campus

O delegado Fábio Barucke, titular da 18ª DP (Praça da Bandeira) informou, na tarde desta terça-feira, que irá indiciar o estudante de 28 anos, do 9º período de Geografia, acusado de estuprar uma colega de faculdade dentro do estacionamento do campus da Uerj, no Maracanã, durante uma chopada de calouros. O crime teria ocorrido no último dia 11, numa festa organizada pelo Diretório Central do Estudantes (DCE).

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O tal "estudante" não tem nome? 
Por que a polícia não divulgou, se ele foi indiciado e, portanto, devem haver evidências suficientes de sua culpa?

Nem menor de idade ele é, tem 28 anos.
Certamente, o "estudante" estuprador não deve ser morador de comunidade, pois se fosse seu nome e sua foto teriam sido divulgados e a população teria mais um judas pra malhar, pelo menos em pensamento.

O "estudante" teve um tratamento diferente daquele dado pela polícia ao auxiliar de enfermagem acusado de molestar pacientes num hospital da Zona Norte do Rio, que teve o nome completo anunciado prontamente.
Será que o "estudante" é parente de algum policial ou delegado?
Ou de um jornalista? 
Ou de alguma figura influente?
Façam suas apostas...

Ah, ele ainda não foi condenado pelo crime?


Então a ética deveria valer para todos.