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terça-feira, 30 de outubro de 2012

A janela do museu

Pode a melhor atração de um museu ser a vista pela janela? Depende, claro. Do museu e da janela. No caso do MAC (Museu de Arte Contemporânea de Niterói) é isso que acontece. Pelo menos no caso da exposição que eu visitei recentemente lá.

Primeiro é preciso definir arte abstrata: em geral, é aquilo que se seu filho de quatro anos fizer numa folha de papel e vier lhe mostrar você diz que está ótimo só pra incentivar o moleque.

Nessa exposição do acervo de João Sattamini que visitei, por exemplo, um gênio arrancou quatro folhas de um bloco de notas, colocou numa moldura e deve ter tido a cumplicidade de um crítico que afirmou ser aquela belezinha uma desconstrução do subconsciente urbano.

Sem falar naqueles que simplesmente jogam a tinta óleo numa tela aleatoriamente para passar a mensagem de que "a filosofia é a matéria incandescente do dever moral"...

Tem coisa mais enrolativa e prolixa do que um folheto sobre exposição de artes plásticas? É ridículo tentar descrever um Monet, um Dali, um Van Gogh. São obras para ver, não para ler.

Bom, diante daquela instalação que juntou poltronas estampadas com os mais variados tecidos onde não se podia nem sentar, restou-me, de pé mesmo, apreciar a paisagem lá fora, elaborada por um artista inigualável, a mãe natureza.


Foto: Marcelo Migliaccio


Ah, a arquitetura de Oscar Niemeyer é uma atração à parte. Quem acha que disco voador não existe? Existe, só que não voa.


Foto: Marcelo Migliaccio


Pra não dizer que é tudo perfeito, tem aquele problema indefectivel do nosso arquiteto centenário, a falta de sombras. Não sei o que o velho comunista tem contra as árvores pois elas sempre faltam na ornamentação das suas obras. Pode reparar que, se foi o Niemeyer que fez, fica todo mundo torrando no sol. Seja no Memorial JK, nos palácios de Brasília, na Praça dos Três Poderes, no Monumento aos Pracinhas, haja boné pra visitar tantas maravilhas. Até que daria pra ficar na sombra da construção futurista de Niquiti...


Foto: Marcelo Migliaccio


... Mas o mago das pranchetas tascou um lago ali.




Agora, falando sério, vale muito a pena conhecer o MAC de Niterói.


Foto: Marcelo Migliaccio



Nem que seja para apreciar a vista da terra e o mar que um dia foram de Araribóia e seus irmãos.


Foto: Marcelo Migliaccio


E, quem sabe, namorar com o Rio de Janeiro ao fundo.


Foto: Marcelo Migliaccio

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Breve encontro

Foto: Marcelo Migliaccio


Uma tia querida partiu ontem. Aos 92 anos bem vividos, não vivia. Jazia em casa. Quando o ar faltou mais uma vez, a família decidiu que não haveria hospital.

Para quê entubá-la novamente?

Para quê mais agonia?

Seus olhos cansados pediam um ponto final.

A medicina é uma ciência exata, mas o ser humano é inexato. A aspirina que mata um é o remédio diário de outro...

Quando o avião balança não há motivo para pânico se pensarmos que podemos estar nos livrando de UTIs, quimioterapias e pontes de safena, tudo depende do ponto de vista. Talvez seja melhor cair fora assim, de supetão.

E a tia Dulce se foi.

Já que esse mistério todo da vida só será desvendado após a morte, e que a única certeza que temos é o agora, não dá pra perder tempo com brigas e discussões. Melhor aproveitar esse breve encontro com quem amamos para, simplesmente, amar. Não há provas (pelo menos pra mim) de que voltaremos a nos encontrar.

Uma árvore pode viver centenas de anos, uma montanha, milhões. Mas nós raramente passamos dos 80, 90 (se for muito azarado, chega aos 100). Muito curto esse encontro, muito curto. Por isso é muito difícil tomar a decisão de abreviar a vida mesmo quando a saúde vai embora antes.

Aliviamos o sofrimento do nosso cachorro, que faz parte da família, e do cavalo que não aguenta de dor no estábulo. Mas nossos semelhantes,  deixamos sofrer, assombrados por dogmas médicos e religiosos e pela sensação de que não fizemos e dissemos tudo que gostaríamos.

Em vez de fugir desesperadamente da morte, que tal aproveitar a vida?



Leia também:

Reflexão sobre a morte

Outro filmaço: 'Melancolia'

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ignorância e burrice

Foto: Marcelo Migliaccio



Ao contrário do que alguns pensam, ignorância e burrice não são sinônimos. Existe o ignorante inteligente e o burro culto.

O exemplo clássico do primeiro tipo é o apresentador Silvio Santos. Não espere dele declarações sobre a obra de Machado de Assis, por exemplo. Mas poucos no Brasil têm o seu tirocínio, sua perspicácia.

O ignorante inteligente não tem estudo, porque, dirão os cristãos, "Deus não dá asa a cobra".

Outro sinal de inteligência em Silvio Santos é o dom da oratória. Coloca qualquer platéia no bolso, seja ela formada por adolescentes e senhoras da Vila Maria. ou por estudantes engajados. Na mansão em que ele mora tem tudo do bom e do melhor, menos um diploma na parede.

Nada a ver com ideologia, não voto em Silvio Santos para nada.

Em contraposição a esse tipo, há o burro culto. Prolifera nas universidades, públicas e privadas. É o professor pós-graduado que deixa à mostra sua falta de estofo quando diz que quando os alunos "trazerem" o trabalho... Ou o aluno que só tira 10 mas não consegue nada na vida além de ser funcionário concursado dos correios.

O burro culto é o que a grande imprensa chama de "formador de opinião", porque aceita os noticiários manipulados que lhe empurram diariamente. Assina um desses jornais que só servem pra embrulhar peixe e forrar gaiola e acha que está se informando... tadinho.

Outro dia encontrei uma caloura universitária decepcionada logo após seu primeiro dia de aula. Segundo ela, a professora, cheia de pompa e diplomas, fez uma afirmação tão absurda e tacanha durante a aula que todos os alunos se entreolharam constrangidos.

Por isso, guardo para sempre na memória os professores inteligentes que tive. Aqueles sim foram mestres de verdade...

Eu disse para a jovem se acostumar e não desanimar, porque iria encontrar muitos professores que não passam de papagaios acadêmicos. Meros burros doutrinados repetindo jargões. Conheço um que decorou as características da poesia parnasiana, cita autores e versos, mas não entende, nem tão pouco sente, nada do que lê.

Uma vez dei uma olhada nos textos exigidos pela PUC para avaliação dos candidatos ao mestrado em jornalismo aqui no Rio. Palavra de honra: não consegui passar da quarta linha em nenhum daqueles calhamaços. É aquele blá-blá-blá teórico e estéril, uma perda de tempo. O que poderia ser dito em um parágrafo leva cinco páginas. E o pior é que, na maioria das vezes, não significa nada. Para mim, que tenho por ofício perseguir a objetividade e a concisão, é uma tortura ler aquilo.

Mas há uma categoria humana que decora esses textos e se torna uma dessas sumidades acadêmicas. O auge de suas carreiras é ser entrevistado num programa de TV para recitar ali a verborragia intragável na qual se tornou catedrático.

Leia também:

O burro e o inteligente

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O dia em que a Terra parou

Um cenário de arrepiar. Parece filme-catástrofe, ainda mais para alguém que nasceu "num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza".


Praia de Atafona (RJ)/Foto: Marcelo Migliaccio

Sem furacão, sem terremoto, sem maremoto, sem nevasca mas...


Praia de Atafona (RJ)/Foto: Marcelo Migliaccio

...com a força do vento, do mar e das areias aliada à dissimulação enganosa do tempo.


Praia de Atafona (RJ)/Foto: Marcelo Migliaccio

Essa é a Praia de Atafona, em São João da Barra, a 324 quilômetros do Rio, perto da foz do grande Rio Paraíba.


Praia de Atafona (RJ)/Foto: Marcelo Migliaccio

Dez ruas já foram devoradas pelo mar, que avança sobre a cidade sem dó. Nos últimos 50 anos, foram 400 metros do oceano terra a dentro.


Praia de Atafona (RJ)/Foto: Marcelo Migliaccio

Dizem que Deus perdoa sempre, o homem, às vezes e a natureza, nunca.


Praia de Atafona (RJ)/Foto: Marcelo Migliaccio

Amendoeiras enormes soterradas até o pescoço...


Praia de Atafona (RJ)/Foto: Marcelo Migliaccio

Os moradores da orla abandonaram suas casas, que viraram ruínas. Só alguns sem-teto se abrigam por ali.


Praia de Atafona (RJ)/Foto: Marcelo Migliaccio

Derrotado pela força maior, o bicho homem se foi.


Praia de Atafona (RJ)/Foto: Marcelo Migliaccio

O clube que bombava no verão hoje é morada para uma ninhada de vira-latas.


Praia de Atafona (RJ)/Foto: Marcelo Migliaccio

E os tratores da prefeitura nada podem fazer a não ser deixar seu rastro de impotência.


Praia de Atafona (RJ)/Foto: Marcelo Migliaccio



terça-feira, 16 de outubro de 2012

Por aí

A melhor coisa do jornalismo são as experiências que se tem até o dia em que seu saco estoura. Junte-se a isso meu espírito curioso e as contingências da vida e eis que, puxando um pouco pela memória, percebi que conheci por dentro, nos mais diferentes graus de profundidade, claro, todos esses tipos de ajuntamentos humanos:

Torcida organizada
Igreja católica
Culto evangélico
Centro espírita kardecista
Terreiro de umbanda
Sindicato
Partido político
Templo budista
Narcóticos  Anônimos
Alcoólicos Anônimos
Ioga
Judô
Clube militar
Clube de Futebol
Escola de natação
Boca-de-fumo
Quartel
Centro acadêmico
Grêmio estudantil
Delegacia de polícia
Colégio particular
Escola pública
Universidade
Empresa estatal
Empresa privada
Bar
Redação de jornal
Congresso Nacional
Emissora de TV
Favela
Shopping center
Condomínio de luxo
Clube de rico
Clube fuleira
Visconde de Mauá
Disneylândia
Cracolândia
Avenida Paulista
Show de rock
Feira de São Cristóvão
Central Park
Baixada Fluminense
Trancoso
Escola de samba
Concerto sinfônico
Grupo de teatro

E a conclusão que cheguei é que... são meros ajuntamentos de gente de tudo que é tipo. Só o que muda é o pretexto. Tem sempre o sacana e o gente boa, o problema é que frequentemente eles são a mesma pessoa.

Portanto, a coisa é exatamente como eu vi aos 5 anos de idade, quando entrei pela primeira vez numa sala de aula: é sempre melhor pensar e caminhar sozinho.

domingo, 14 de outubro de 2012

Roteiro alcoólico

Capítulo de sábado da novela de maior audiência no momento:


Cena 1 - Morte a machadadas, vários suspeitos na delegacia.

Cena 2 - Dois jogadores de futebol e uma periguete bebem cerveja.

Cena 3 - Manicure dá porre de conhaque no cara para seduzi-lo.

Cena 4 - Coroa bebe uísque no balcão, chegam duas manicures e pedem uma cerveja gelada.

Cena 5 - Catador de lixo embriagado recebe duas garrafas de cachaça de presente do pai da vilã.

Fim do capítulo.


Comerciais (entre eles, vários de cerveja).


Por que será que os personagens estão bebendo tanto? Será que estão achando suas vidas um porre? Melhor mudar o nome da novela pra Avenida Barril...



PS: Adoro um chope, mas o incentivo ao consumo de álcool no Brasil é um caso de saúde pública. Álcool é droga e droga não precisa de publicidade, ainda mais subliminar. Depois, os gênios se perguntam por que a molecada está começando a beber com 9 anos...

É cultural... é cultural...

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Chegou visita!

Chegou o único parente que ninguém reclama quando vem para passar três meses.

Primavera no Rio/Foto: Marcelo Migliaccio

É tempo da visita anual da nossa prima Vera.

Primavera no Rio/Foto: Marcelo Migliaccio

Já dizia o seu Miranda, o avô que a vida me deu de presente:

_ Primavera é uma palavra que vem do latim primo vero, que quer dizer primeiro verão.

Primavera no Rio/Foto: Marcelo Migliaccio

E a nossa prima querida, logo que chega, enfeita a casa toda com flores. De todas as cores e todos os jeitos.

Primavera no Rio/Foto: Marcelo Migliaccio

Bem-vinda, prima!

Primavera no Rio/Foto: Marcelo Migliaccio

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Lula e FHC na mesma trincheira

Há exatos 24 anos eu acordei excitado. Na época _ bons tempos..._ eu sempre acordava excitado, mas naquele dia a coisa nada tinha de fisiológica. Era 5 de outubro de 1988, data da promulgação da nova Constituição brasileira. Botei um terno e fui para o Congresso, para ver e contar nas páginas do jornal em que eu trabalhava, a Tribuna da Imprensa, como o Brasil dava mais um passo à frente.

Durante os meses de Assembléia Nacional Constituinte, conheci muito deste país. Vi deputados e senadores de todos os tipos. Catedráticos, analfabetos, fascistas, comunistas, honestos, safados. Vi deputados de direita que passaram fome comendo com sofreguidão no luxuoso e subsidiado restaurante da Câmara. Vi herdeiros de fortunas milionárias lutando contra a injustiça social. Vi neo-nazista reclamando na tribuna que os presos de São Paulo estavam comendo bem demais. Vi um senador que andava sempre cercado de lindas assessoras engavetar crimonosamente o projeto que proibiria a pesca da baleia em seu estado, a Paraíba. Milhares delas foram mortas dentro daquela gaveta.

Vi também Lula, Fernando Henrique, Plínio de Arruda Sampaio, Cristóvão Buarque, José Genuíno, Fernando Gabeira e tantos outros na mesma trincheira, tentando vencer no voto a maioria conservadora, que queria barrar todos os avanços sociais. Não admitiam conceder nenhum novo direito trabalhista e comiam nas mãos dos muitos lobistas de grandes empresas brasileiras e multinacionais que circulavam por aqueles salões atapetados. Os 300 picaretas formavam o famigerado Centrão, que unia latifundiários e tubarões de todos os tipos, sem-vergonhas de todas as espécies.

Paralelamente às votações, a turma que vendia seu voto se locupletava com concessões de rádio e TV para dar mais um ano de mandato a José Serney, o presidente da inflação a 80% ao mês. E o STF na época não estava nem aí para nada. A imprensa também não fazia a campanha que faz hoje contra o governo. Mamata, só dos amigos e, se ainda não era um governo do PT, para que denunciar?

A festa de promulgação foi suntuosa. O povo, porém, não apareceu nas imediações do Congresso. Não fez festa e as grades de isolamento instaladas no gramado vazio não serviram para nada. Brasília viveu um dia como outro qualquer. O povo não é bobo...

Entre os poucos gatos pingados do lado de fora, estava o ex-deputado federal Múcio Athayde, o mesmo que deixou inacabada aquela torre na Barra da Tijuca. Ele levou sua claque particular e posou para a câmera de um único fotógrafo, que era justamente do jornal que Múcio tinha em Brasília, o Correio do Brasil.

Bobo fui eu, que botei um blazer claro num dia solene em que a maioria vestia preto. Pelo menos, me destacou na multidão que subia a rampa atrás de Ulysses Guimarães e Sarney, como mostra esta foto de Givaldo Barbosa.

Constituinte de 1988/Foto: Givaldo Barbosa

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Um domingo perto do céu

Domingo de sol e mais uma vez virei as costas para a praia e tomei o caminho do Norte. Da Zona Norte, para conhecer um lugar que eu só havia visto de longe: a Igreja da Penha.

Igreja da Penha/ Foto: Marcelo Migliaccio

A imponente e majestosa obra, erguida em 1635 no alto de um morro de pedra. Não sigo formalmente nenhuma religião, embora saiba que todas têm seu lado bom. Aprecio a filosofia budista e um certo ritual rastafari... se é que você me entende.

Mas é difícil, mesmo para os mais céticos, não se encantar por esse maravilhoso templo, ainda mais numa linda e luminosa manhã dominical. Uma manhã fria na sombra e quente ao sol, com visibilidade ilimitada.


Igreja da Penha/ Foto: Marcelo Migliaccio

Logo ao chegar ao pé da montanha, uma surpresa. O Parque Shangai, um ícone da diversão na década de 50, persiste! No coração da Penha, embaixo do santuário católico e ao lado da gigantesca favela da Vila Cruzeiro, agora ocupada pela Polícia Militar. Ossada, espera-se, daqui por diante, só a da caveira que enfeita o trem fantasma do parque.


Igreja da Penha/ Foto: Marcelo Migliaccio

A escadaria de 368 degraus desafia os pagadores de promessas. Haja joelho!


Igreja da Penha/ Foto: Marcelo Migliaccio

Essa outra mulher, mesmo com seus cerca de 100 quilos, agradeceu heroicamente a graça alcançada.


Igreja da Penha/ Foto: Marcelo Migliaccio

Perto, bem perto, na Vila Cruzeiro, era dia de pelada na quadra. Adriano Imperador, cria local, faltou. Talvez tivesse escolhido fazer um programa diferente: ir ao Flamengo treinar...


Vila Cruzeiro/ Foto: Marcelo Migliaccio

Quem não faltou foi a torcida visitante, com seu uniforme azul e seus rojões em punho, sempre de olho no jogo. E nos jogadores. As armas continuam à vista, só que em outras mãos.


Vila Cruzeiro/ Foto: Marcelo Migliaccio

UPP à parte, o domingo na igreja nada tinha de tensão. Para essas meninas, deverá ser um passeio do qual nunca mais se esquecerão.


Igreja da Penha/ Foto: Marcelo Migliaccio

O pai bem que tentava tirar um cochilo, mas a meninada corria pra lá e pra cá, obrigando-o a manter sempre um olho aberto. Entre um ronco e outro aplicava sermões vigilantes.


Igreja da Penha/ Foto: Marcelo Migliaccio

Lá dentro, o padre realizava um batizado, um não, vários. Como se fabrica criança nestas terras!


Igreja da Penha/ Foto: Marcelo Migliaccio

O belo altar por testemunha.


Igreja da Penha/ Foto: Marcelo Migliaccio

Taí um passeio que eu recomendo a qualquer casal. O mar de barracos na paisagem não assusta os apaixonados.


Igreja da Penha/ Foto: Marcelo Migliaccio

Não dá pra reclamar do visual em volta, afinal foram 500 anos de exclusão social e concentração de renda nas mãos de uns poucos. Brizola esteve aqui, mas uma andorinha não faz verão.


Ciep na Vila Cruzeiro/ Foto: Marcelo Migliaccio

E o PAC do PT também veio. Só que não se tira a diferença de uma discriminação secular em oito anos. Talvez nem em oitenta...


Teleférico do Alemão/ Foto: Marcelo Migliaccio

Tem gente que não está nem aí pra política. Dorme tranquila, pelo menos...



O grupo de jovens que testa sua vocação no seminário São José, no Rio Comprido, fez uma visita à igreja. Logo na escada, uma prova de fogo para qualquer aspirante ao sacerdócio.


Igreja da Penha/ Foto: Marcelo Migliaccio

Mas eles resistiram bravamente e seguiram seu caminho. Subiram orando, eu vi e ouvi.


Igreja da Penha/ Foto: Marcelo Migliaccio

Hora de ir embora e uma mãe chega para preparar a festa de seu filho e mais 30 colegas no Parque Shangai. O bolo é por conta do aniversariante. Para que a criançada se divertisse nos brinquedos das duas da tarde às dez da noite, os pais pagaram R$ 600.


Parque Shangai/ Foto: Marcelo Migliaccio

Não fiquei para a festa no parque cinquentão. Mas saí comemorando ter conhecido de perto o santuário da Penha.


Parque Shangai/ Foto: Marcelo Migliaccio
Um santuário que é um símbolo do Rio.

Foto: Marcelo Migliaccio